Está sendo investigada pela Procuradoria da República no Ceará denúncia de fraude e enriquecimento ilícito na cidade de Pires Ferreira, município da Zona Norte do Estado

Os vereadores Antônio Aldemir de Paiva e Nilton de Oliveira Fernandes deram entrada dia 18/08 no pedido de investigação da obra, inacabada, de urbanização do riacho São Francisco no valor de R$ 4.167.298,47 (quatro milhões, cento e sessenta e sete mil, duzentos e noventa e oito reais e quarenta e sete centavos).

Segundo a denúncia, essa obra, cuja concorrência 07CP02/2018 foi ganha pela empresa de eventos J.J. Produções LTDA (da cidade de Reriutaba), em julho de 2018, mas estava, na realidade, sendo executada pela empresa J.A.R Imobiliária e Construções Eireli de propriedade da jovem Marisa Rodrigues Aguiar, sobrinha da prefeita Marfisa Aguiar e neta do ex-prefeito de Reriutaba Zezão Aguiar que também é pai de Marfisa Aguiar, naturais do município vizinho de Reriutaba.

Os serviços de canalização, pavimentação e calçada do riacho São Francisco, segundo o contrato, deveriam ser feitos em seis meses, ou seja, era para a obra estar pronta, no máximo, em janeiro de 2019.

Mas a empresa J.J, que os vereadores acusam de ser de “fachada”, já recebeu do Governo Federal R$ 3.720.378,39 (três milhões, setecentos e vinte mil, trezentos e setenta e oito reais e trinta e nove centavos), e está muito longe de concluir a obra.

Na denúncia, os vereadores anexaram um relatório técnico atestando as irregularidades contratuais e de engenharia civil da obra, especialmente na canalização em concreto armado do riacho São Francisco. E mostram fotos de veículos estacionados de propriedade da J.A.R Imobiliária e Construções Eireli (JARA Construções) conduzidos pelo Sr. Martins, motorista de Zezão Aguiar.

No final, os vereadores Antônio Aldemir e Nilton pedem: o afastamento da prefeita Marfisa Aguiar, do secretário de Infraestrutura, e da presidente da Comissão de Licitação até a conclusão das investigações. Solicitam ainda que as empresas J.J Produções LTDA e J.A.R Imobiliária e Construções Eireli sejam devassadas para que digam para onde foram os recursos recebidos do Governo Federal.

Com informação ASCOM vereadores Antônio Aldemir e Nilton de Oliveira.

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