Carta divulgada pelo TSE e TREs, defende segurança das urnas eletrônicas

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O documento acrescenta que não existe a possibilidade de um
voto iniciado ser completado automaticamente pela urna

A Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e 27
Tribunais Regionais Eleitorais divulgaram carta hoje (22) em que defendem a
segurança das urnas eletrônicas e do sistema de votação. O documento foi
divulgado após reunião hoje (22) entre a presidente do TSE, ministra Rosa
Weber, e representante dos tribunais regionais. 

Desde o primeiro turno, apoiadores ligados ao candidato Jair
Bolsonaro (PSL) disseminam conteúdos colocando em dúvida a lisura do processo
eleitoral. O próprio presidenciável defendeu publicamente o voto impresso,
declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. No dia da votação do
primeiro turno, vídeos circularam apontando supostas fraudes nas urnas.

Na carta, os representantes da Justiça Eleitoral afirmam a
“total integridade e confiabilidade das urnas eletrônicas e do modelo
brasileiro de votação e de apuração das eleições”. A urna eletrônica, continua
o texto, tem oito barreiras físicas e mais de 30 barreiras digitais “que
inviabilizam ataques de hackers e a invasão cibernética do voto”.

No 1º turno, circularam vídeos em que eleitores afirmavam
ter tentado votar em um candidato, mas a urna teria computado o voto a outro.
Alguns foram desmentidos no mesmo dia e outros seguem em apuração pela Justiça
Eleitoral.

Auditorias

A carta afirma que outra característica do sistema é a
possibilidade de auditagem. Isso inclui a reimpressão do boletim de urna,
comparação entre os totais constantes no boletim impresso e no registro
eletrônico, análise dos relatórios e verificação de assinatura digital.

Segundo a nota, a Justiça Eleitoral realiza de maneira
periódica testes e auditorias “que comprovam e asseguram a transparência e
absoluta confiabilidade do voto eletrônico”. Além disso, segue o documento, as
auditorias são realizadas em eventos públicos e são abertas a representações
das candidaturas, com supervisão do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Por fim, a carta “conclama” os cidadãos a respeitar o Estado
Democrático de Direito e suas instituições, entre as quais a Justiça Eleitoral,
“responsável por assegurar a legitimidade do processo eleitoral brasileiro”. Agência Brasil. 

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