Caucaia e Fundação Fiocruz celebram programa que servirá de base para o resto do Brasil

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Caucaia servirá de piloto para iniciativas similares serem implementadas noutras cidades brasileiras

Um Convênio de Cooperação Técnica firmado nesta quinta-feira (2/8) entre a Prefeitura e a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) vai resultar em importantes momentos para a saúde de Caucaia. Até outubro, os 476 agentes comunitários começarão a participar de atividades cujo objetivo é o incentivo à pesquisa científica, a realização de estudos de caso e a qualificação dos trabalhadores.

O documento foi assinado pelo prefeito Naumi Amorim, pelo presidente da Fiocruz, Carlile Lavour, e pelo secretário municipal de Saúde Moacir Soares. Também participou do momento a socióloga americana Tanya Jones, que estuda programas de trabalhadores comunitários de saúde.

“A Prefeitura já ofereceu capacitações aos agentes e vai continuar oferecendo. Essa parceria com a Fiocruz não influencia nosso calendário de ações para melhoria da atuação deles. Os ACS’s são uma categoria fundamental para a redução de desigualdades e para a ampliação do acesso a serviços públicos por populações que sofrem com alguma vulnerabilidade”. Naumi Amorim.

A primeira atividade do programa será um curso de técnicas e conhecimentos nas áreas da Educação, Saúde e Assistência Social. As aulas devem iniciar em dois meses. “A atuação dos ACS’s é muito ampla. O trabalho deles é muito dinâmico. E eles lidam com um tecido social muito afetado. Acolhimento, vínculo e estuda são coisas que só se tornam fecundas se o ACS for se qualificando. Para lidar todo dia com o sofrimento dos outros é preciso melhorar sempre as habilidades”, pontua Moacir Soares.

A escolha de Caucaia como cidade piloto para o programa deu-se, conforme o presidente da FioCruz, em decorrência do bom trabalho que vem sendo desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). “Uma experiência como essa só pode ser feita num lugar onde as coisas estão indo bem. E aqui há um interesse especial em melhorar a saúde pública. Por isso, a ideia é que sirva de modelo pro Brasil todo. Os ACS’s já sabem muita coisa. Mas sempre há novidades. E muita coisa que eles já fazem podem ter ainda mais segurança e conhecimento”, frisa Carlile Lavour.

Agente comunitária de saúde há 23 anos, Delivânia dos Santos classifica as capacitações como fundamentais. “São muito importantes porque uma coisa é você levar ‘só’ a informação; outra coisa é levar com conhecimento. Você ter a prática com a técnica é uma junção muito melhor.”

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