Por enquanto, não existem medicamentos ou vacinas específicas para a infecção pelo vírus
A Índia detectou pelo menos cinco casos do vírus Nipah entre profissionais de saúde do estado de Bengala Ocidental, neste mês de janeiro, conforme relatou a News-18, rede afiliada da CNN no país.
Nipah é um vírus zoonótico, que é transmitido de animais para humanos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A infecção também pode ocorrer após a ingestão de alimentos contaminados ou diretamente entre pessoas.


Quais são os sintomas?
Segundos informações da OMS, as infecções humanas pelo vírus Nipah vão desde infecção assintomática até infecção respiratória aguda — quando os pulmões se tornam incapazes de fornecer oxigênio suficiente ao corpo — e encefalite fatal, uma inflamação do cérebro.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta.
A pessoa infectada ainda pode apresentar tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda. Também há relatos de pacientes com pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo dificuldade respiratória aguda.
Nos casos graves da doença, ocorrem encefalite e convulsões, podendo evoluir para coma em 24 a 48 horas.
Embora a maior parte das pessoas que sobrevivem à encefalite aguda se recupere totalmente, cerca de 20% dos pacientes adquirem sequelas neurológicas residuais.
Qual a letalidade da infecção?
A taxa de letalidade é estimada em 40% a 75%, podendo variar de acordo com o surto.
No primeiro surto na Índia, em 2018, 21 das 23 pessoas infectadas morreram. Nos dois outros surtos que assolaram o país, em 2019 e 2021, duas pessoas foram a óbito.
No mundo, a primeira vez que o vírus foi identificado foi no ano de 1999, durante um surto da doença entre criadores de suínos e outras pessoas em contato próximo com os animais na Malásia e em Cingapura.
Aeroportos em países asiáticos reforçaram medidas de segurança de verificação de saúde, após os relatos. Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram checagens semelhantes às feitas durante a pandemia de Covid-19 nos terminais.
A orientação é de que sejam usados cuidados de suporte para tratar complicações respiratórias e neurológicas graves.




































