Os números da Covid-19 no Brasil são incontestes. A pandemia voltou a ganhar força na cadeia de transmissão pela quantidade de infectados, diante da taxa de ocupação de leitos e pelos óbitos

Podemos dizer que a luz de alerta máximo acendeu infelicitando nosso viver. Desde setembro que se tinha uma sensação de que a Covid-19 tinha sido vencida e que, quem não tinha pegado não pegaria mais!

O sentimento era de que o vírus tinha ido embora e estava tudo liberado, por isso, aglomerações e mais aglomerações em todos os lugares. Não passou de um ledo engano. Na realidade tudo é zona de risco e o coronavírus ronda numa ameaça real a vida contaminando e fazendo milhares de vítimas todos os dias nessa catástrofe o global.

Estamos no advento da força majestosa do Natal. Data simbólica que suscita aglomerações, pois, por natureza somos amáveis na convivência. No entanto, não podemos menosprezar as medidas protetivas, haja vista que a cadeia de transmissão do vírus está em alta. Se descuidar haverá uma explosão de casos logo no início do ano e mais vidas serão levadas por essa mortal pandemia.

Já são tantas perdas e um lastro de dor e sofrimento sem paralelos. O cenário atual mostra que não estamos “no finalzinho da pandemia” como assim disse o presidente da República. Foi mais uma aleivosia ou desinformação desse governo que tem demonstrado pouca preocupação com essa tragédia sanitária, ao contrário, só sabe provocar confusão e desdém.

A covid-19, volta assustar em tom de repique. O ressurgimento dessa patologia é uma realidade no globo, pois o vírus não obedece a fronteiras. Aliás, essa pandemia nunca acabou. O número de acometidos continua avançando em extensão e velocidade assustadora. Nas últimas 24 horas, fez mais 998 óbitos, contabilizando 188.259 mortes decorrentes das complicações da doença nesses 10 meses de pandemia.

A tendência de alta na cadeia de contágio é denotada pelos casos graves na ponta. Por isso é preciso evitar ao máximo as aglomerações em tempos virais, não tem outra balança, é pela própria sobrevivência. Vale ressaltar que o país não suporta mais o sacrifício de um lockdown, causador de um estrago enorme nos empregos, nas fontes de rendas e nas empresas que minguaram ou deixaram de existir.

Urge interceptar o avanço do coronavírus. A vacinação em larga escala contra a doença é a única arma capaz de frear essa tormenta e salvar vidas. Não temos nenhuma dose a mais de paciência para continuar vendo esse agente infeccioso matando gente sem cessar enquanto as autoridades responsáveis ficam com burburinhos, ideologização e politicagem desmedidas. Esse assunto já foi levado ao limite da nossa capacidade de indignação.

Os brasileiros precisam e merecem ações engendradas com o máximo interesse e responsabilidade para vencer esse cenário desafiador. A saciedade civil precisa ousar e pressionar nossos governantes para se fazer cumprir a lei. Afinal, saúde é um direto de todos e dever do Estado, artigo 196 da CF.

Portanto, tudo o que desejo, no final dessa longa gestação que foi 2020, é que nasça um 2021 com muita fé e a esperança de tudo o que podemos viver. Saúde em primeiro lugar e vacina já para todos nós.

(No Ceará soma 325.884 casos confirmados e 9.939 óbitos em decorrência da doença e em Fortaleza, são 78.139 casos confirmados e 4.142 mortes pelo Corona vírus).
Por; Moacir de Sousa Soares – Psicólogo, Professor e Sanitarista

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