Executado pela Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará (SPA), o Programa Peixamento repoe estoques de alevinos em milhares de açudes públicos do Estado

Desde 2023, ano de sua criação, a Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará vem promovendo um grande impacto nos recursos hídricos do estado por meio do Programa Peixamento. Sob a liderança do secretário e Deputado Oriel Filho, a iniciativa pública tem como foco principal o povoamento anual de mais de 2 mil açudes públicos cearenses com alevinos de Tilápia.

A escolha da tilápia para o fomento da pesca regional baseia-se na versatilidade e nas características favoráveis da espécie. A tilápia é um peixe de água doce, de hábito alimentar onívoro, possuindo uma dieta muito adaptável que pode variar de acordo com o seu tamanho, idade, espécie e o ambiente em que vive. Apesar de ser um peixe de água doce, a espécie destaca-se também por sua impressionante capacidade de se adaptar à água salgada.

Fisicamente, a tilápia possui escamas e nadadeiras de coloração verde-prateada com sombras verticais negras, podendo apresentar variações que vão desde uma linha vermelha e branca até o cinza-escuro, o que é fortemente influenciado pelo habitat em que o peixe se encontra. De modo geral, uma tilápia pode chegar a medir 45 cm de comprimento e pesar cerca de 2,5 kg.

Diversidade de Espécies e o Foco no Ceará

Embora o programa cearense utilize a Tilápia (Oreochromis niloticus), existem várias espécies e híbridos disponíveis na aquicultura. A espécie do Nilo, nativa da África e uma das mais cultivadas mundialmente.

Além dela, o mercado aquícola e os ambientes naturais contam com outras variações notáveis:

  • Tilápia-de-Moçambique: Originária da África Oriental, caracteriza-se por sua coloração que vai do verde-oliva ao marrom. Apesar de ser um pouco menor — atingindo até 45 cm e 1,5 kg, é extremamente resistente a mudanças de temperatura e salinidade.
  • Tilápia-do-Tigre: Encontrada na África Central, esta espécie possui coloração azul-esverdeada com listras verticais. Pode chegar a 50 cm e pesar até 2 kg, sendo muito valorizada pelo seu sabor e resistência.
  • Tilápia-híbrida: Resultado do cruzamento entre diferentes linhagens (como a do Nilo e a de Moçambique), os híbridos são criados em escala global por reunirem as melhores características genéticas, como um crescimento mais acelerado e maior resistência contra doenças.

A alimentação da tilápia é um aspecto fundamental para seu cultivo bem-sucedido em aquicultura e para a sua sobrevivência em ambientes naturais. Tilápias são conhecidas por serem peixes onívoros e adaptáveis, com uma dieta que pode variar dependendo da espécie, idade, tamanho e ambiente.

  • Algas e Vegetação: Tilápias consomem uma variedade de plantas aquáticas e algas, que fornecem nutrientes essenciais, fibras e vitaminas. Elas são particularmente importantes em dietas naturais e em aquicultura sustentável.
  • Exemplos: Algas verdes, plantas aquáticas como a macrófita, e vegetação submersa.
  • Insetos e Larvas: Tilápias também se alimentam de insetos aquáticos e suas larvas, como mosquitos e libélulas, além de pequenos crustáceos.
  • Crustáceos: Pequenos camarões, pulgas d’água e outros invertebrados são consumidos ocasionalmente.
  • Peixes Menores: Tilápias podem comer peixes menores, como larvas de peixes e outros pequenos organismos aquáticos.

A criação de tilápia é uma das culturas mais lucrativas no Brasil, devido a sua popularização e por ter uma carne saborosa e baixo teor de gordura. Além de ser um dos primeiros peixes a serem criados em aquicultura pelos antigos Egípcios (4000 anos).

Ao unir o potencial hídrico do estado às qualidades biológicas da tilápia, o Ceará consolida o Programa Peixamento como uma estratégia fundamental para o sucesso da aquicultura e a geração de alimento e renda em milhares de comunidades locais.

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