Os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), refletem a alta em todo o país nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o Brasil registrou um aumento preocupante de 36% nos óbitos associados à Influenza A, vírus que popularmente ficou conhecido como “supergripe”.

A doença é causada por novas variantes do subtipo A do vírus Influenza, especificamente o H3N2. O primeiro registro da variante do subclado K (conhecida como gripe K ou “supergripe”) no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2025, a partir de amostras no estado do Pará, juntamente com o subclado J.2.4. Anteriormente, o país também enfrentou epidemias pela cepa H3N2 Darwin.

Apesar do nome alarmante, o Ministério da Saúde aponta que o vírus mantém o comportamento típico da Influenza A sazonal.

Os principais sintomas são velhos conhecidos da população:

  • febre alta logo no início do contágio
  • inflamação na garganta
  • tosse
  • calafrios
  • dores articulares e de cabeça
  • vômito
  • perda de apetite.

Cenário Regional De acordo com a Fiocruz, a maioria dos estados das regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste apresenta sinais de crescimento de casos positivos e encontram-se em nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco. O estado do Paraná também começa a indicar uma tendência de aumento, enquanto Pará, Ceará e Pernambuco vão na contramão e registram sinais de queda.

O boletim também destaca que há uma forte circulação simultânea de outros vírus respiratórios, com alta prevalência do rinovírus e crescimento relevante nas mortes causadas tanto por ele quanto pela Covid-19.

A importância da vacinação Especialistas alertam que as hospitalizações e mortes estão diretamente ligadas à falta de imunização. Como base de comparação do perigo da baixa cobertura vacinal, em 2025, quando o Rio Grande do Sul bateu recordes de mortes por gripe, 82% dos pacientes hospitalizados e 78% das vítimas fatais não estavam vacinados.

“É fundamental que idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”.

Para combater o avanço do vírus, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza A começou no dia 28 de março e se estenderá até 30 de maio em todo o território nacional. A recomendação de organismos de saúde, como a OMS e a Opas, é que a população busque os postos de saúde para garantir a imunização, além de manter cuidados como higiene das mãos e o uso de máscaras em caso de sintomas gripais.

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