Fenômeno da ‘rotação sincronizada’ faz com que o satélite mostre sempre a mesma face para nós

A missão Artemis II, da Nasa, iniciada na última quinta-feira (1º), marca um momento histórico: pela primeira vez em mais de 50 anos, quatro astronautas estão a caminho da Lua para um voo rasante que os levará aonde nenhum humano esteve desde a década de 1970. Durante a jornada, eles passarão pelas “costas” do nosso satélite natural, ou seja, pela face que fica escondida de quem está aqui na Terra.

O fenômeno é resultado de um ajuste gravitacional que mantém o satélite “travado” em relação ao nosso planeta.

A Lua leva exatamente o mesmo tempo — cerca de 27,3 dias — para completar ambos os movimentos: o de rotação e o de translação.

Afinal, por que a Lua nunca mostra o seu “outro lado” para nós? 

O fenômeno é resultado de um ajuste gravitacional que mantém o satélite “travado” em relação ao nosso planeta. A Lua não gira só em torno da Terra — ela também gira em torno de si mesma, em total sincronia. Esse é um fator determinante na explicação de porque não vemos as “costas” do satélite.

Para entender a dinâmica, imagine dois movimentos ocorrendo simultaneamente:

  • Rotação: O giro da Lua em torno de si mesma
  • Translação: O giro da Lua ao redor da Terra

Lado oculto ou lado escuro?

  • Lado Oculto: É uma definição geográfica. A maior parte dessa face nunca pode ser vista diretamente da Terra.
  • Lado Escuro: É uma definição de iluminação. Refere-se a qualquer parte da Lua que esteja passando pela noite lunar naquele momento.

Durante a fase de Lua Nova, por exemplo, o lado que vemos da Terra está totalmente no escuro, enquanto o lado oculto está plenamente iluminado pelo Sol.

Qual a relação com a missão Artemis II da Nasa?

Como a Lua é um corpo sólido e opaco, ela bloqueia as ondas de rádio vindas da Terra. Elas não conseguem chegar ao lado “oculto”.

Quando a cápsula Orion passar por trás da Lua, os astronautas ficarão sem comunicação direta com a Nasa por alguns minutos. Todo o “corpo” da Lua funcionará como um bloqueio aos sinais enviados da Terra — a “massa” do satélite natural ficará entre o ponto onde estarão os astronautas e o ponto da face visível da Lua, aonde chegam as ondas de rádio.

Será um isolamento total por um intervalo curto de tempo.

Se tudo der certo, os tripulantes serão os primeiros humanos a verem o lado oculto com os próprios olhos desde a missão Apollo 17, em 1972. Eles poderão documentar detalhes geológicos que os satélites, mesmo com alta tecnologia, ainda tentam desvendar completamente.

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