As declarações de Galípolo também podem ser vistas como uma tentativa de acalmar as tensões com o governo, especialmente com o PT
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central enviou recados importantes durante um encontro com banqueiros na capital paulista nesta segunda-feira (9), ao defender que a autonomia financeira da autoridade monetária reforçaria sua capacidade de supervisão, enquanto comentava o caso do Banco Master.
Ao Congresso, o recado relaciona-se com a tramitação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) no Senado. O projeto, que está sob relatoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM) e deveria ter sido analisada pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) antes do Carnaval, propõe mudanças na natureza jurídica do BC (Banco Central), potencialmente garantindo maior autonomia financeira à instituição.
O recado ao PT surge em um contexto de crescentes críticas do partido à política monetária. Recentemente, durante evento comemorativo dos 46 anos do partido, o PT aprovou uma resolução mencionando a necessidade de redução da taxa de juros e sugerindo que a política monetária conduzida pelo BC precisaria de novos instrumentos.
Sinalização ao governo
O presidente do BC estaria sinalizando tanto para o presidente Lula quanto para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tem sido um defensor importante de Galípolo à frente da autoridade monetária.
A mensagem subjacente seria no sentido de pedir que o governo não permita que o PT coloque toda a estrutura partidária e governamental contra a atual condução do Banco Central. Este movimento ocorre após semanas de intensas especulações sobre a autonomia e as decisões da instituição.




































