Além de ter melhor desempenho do que programas do mercado, software desenvolvido pelo PF gera economia de R$ 30 mil por ano, por máquina

As ferramentas e métodos de trabalho usados pelos investigadores da Lava Jato já não eram suficientes para atender às demandas crescentes da Operação. Para dar conta do trabalho, os responsáveis de informática e engenharia da Polícia Federal (PF) desenvolveram inovações que facilitam as atividades da equipe do juiz Sergio Moro.

Desenvolvido pelo perito Luís Filipe da Cruz Nassif, o software utilizado pelos investigadores foi batizado de IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais). Com ele, é possível processar simultaneamente dados retirados de até cem diferentes equipamentos eletrônicos, como laptops e celulares.

“Antes era preciso colocar um HD de cada vez. Agora o sistema trabalha no fim de semana, de um dia para outro, algo que os softwares do mercado não permitem”, conta Nassif. “Fiz grande parte do trabalho no meu tempo livre pessoal, em casa. Mas, de 2014 para cá, outros colegas da PF têm me ajudado “, explica.

O sistema reduz os gastos da PF e de outras polícias. Segundo a matéria, a licença do programa anterior custava cerca de R$ 30 mil por ano, por máquina. Até o momento, já foram coletados 1,2 milhão de gigabytes, entre ações de busca e apreensão em servidores e computadores de empreiteiras.

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