Micro-organismo não é novo, mas apresenta alterações genéticas e resistência a medicamentos antifúngicos

Segundo o comunicado publicado neste fim de semana, mais de 30 casos confirmados ou suspeitos foram identificados na região metropolitana até o dia 11 de fevereiro deste ano, quando o primeiro paciente procurou atendimento médico após apresentar erupção genital ainda no ano passado.

A infecção é causada pelo fungo Trichophyton mentagrophytes genótipo VII (TMVII). Apesar de popularmente chamada de micose, a condição não é provocada por verme, mas por um fungo que infecta a pele e pode ser transmitido por contato sexual ou contato direto pele a pele.

O TMVII é um fungo sexualmente transmissível que causa tínea genital, quadro que pode ser confundido com eczema, psoríase outros quadros dermatológicos. Pode ser transmitido por contato sexual ou contato direto pele a pele. A infecção é uma micose causada por fungos do gênero Trichophyton, que afetam a pele, unhas e cabelos.

As infecções por TMVII podem ser confundidas com condições não infecciosas (por exemplo, psoríase) e outras infecções sexualmente transmissíveis, e o atraso no tratamento pode resultar em cicatrizes ou infecção bacteriana secundária e disseminação.

Pessoas com sintomas devem evitar contato sexual ou contato pele a pele enquanto apresentarem lesões suspeitas. Também é recomendado não compartilhar roupas ou objetos pessoais e lavar peças em temperatura elevada para eliminar esporos fúngicos.

“Até onde sabemos, nos EUA a infecção só ocorreu em homens que fazem sexo com homens [HSH]; porém, na Europa, houve relatos de TMVII em pacientes não HSH, o que engloba a transmissão envolvendo pessoas que viajaram para o Sudeste Asiático para turismo sexual e a transmissão envolvendo parceiros de indivíduos infectados pelo TMVII”.

Os sintomas incluem erupções cutâneas avermelhadas, prurido (coceira) intenso e lesões na região genital, nádegas e membros. Se não tratada, a infecção pode causar cicatrizes permanentes ou infecções bacterianas secundárias. O tratamento consiste em antifúngicos orais ou tópicos, conforme a gravidade.

Sintomas e sinais

  • Coceira – Sensação de coceira intensa na área afetada.
  • Vermelhidão – Aparência avermelhada na pele onde o fungo está presente.
  • Descamação – Descamação da pele, especialmente nas áreas afetadas.
  • Unhas quebradiças – Unhas que se tornam frágeis e podem se deformar.
  • Queda de cabelo – Perda de cabelo nas áreas afetadas pelo fungo.

“Parceiros sexuais de pacientes com TMVII devem ser informados e avaliados se sintomáticos”.

A identificação precoce passou a ser indicada como maneira de evitar complicações e reduzir a transmissão.

Informação Poder Nacional

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