Mas ele alertou que, mesmo para o curto prazo, é essencial que haja confiança por parte do investidor que governo não vai fazer “nenhuma loucura”

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, avaliou nesta quinta-feira que o acordo com Senado para ajuda a Estados e municípios é bom e necessário, mas pontuou que o tamanho final do auxílio ainda depende de votação na Casa e na Câmara dos Deputados.

A minuta do projeto, que é relatado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), prevê ajuda de 60 bilhões de reais aos entes, com critérios mistos para a distribuição dos recursos, ante proposta inicial da equipe econômica de 40 bilhões de reais.

Mansueto destacou que o Brasil não consegue se financiar a juros baixos no longo prazo, como outros países do mundo, mas consegue fazê-lo no curto prazo. Como a Selic está em nível historicamente baixo e mais da metade da dívida brasileira é de curto prazo, o serviço da dívida é mais barato do que num passado relativamente recente, argumentou.

“Se a gente fizer muita coisa errada, não der sinal de reformas, de continuidade da agenda fiscal, aí pode ter algum stress”, disse. “Mercado se preocupa com sinalização e tendência.”

Nesse sentido, Mansueto renovou o apelo pela realização de reformas passada a crise com o coronavírus para que o país atraia investimentos privados, já que não tem recursos públicos para empregar em grandes obras.

O secretário também reforçou que a regra do teto de gastos segue como principal âncora fiscal. O fato de qualquer mudança nesse dispositivo demandar alteração na Constituição passa um sinal ao mercado de que a regra é firme e está de pé, indicou ele.

Informação Reuters

1 COMENTÁRIO

  1. Corretíssimo o comentário dele. O Congresso está engessado e engessando o governo. Estão de olhos apenas na distribuição e futura partilha das benesses que, compulsoriamente, o Governo Federal está proporcionando. Tem muita coisa errada por conta das pressões. Tem gente latifundiário, com Hilux na porta recebendo ós 600,00.

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